A principal desvantagem que o consumidor sente ao migrar de um telefone celular comum para um smartphone é a duração da bateria. Mesmo com tamanho e capacidade de armazenamento maiores do que dos celulares, os recursos do aparelho como navegação pela internet por meio de redes 3G, acesso Wi-Fi, telas grandes, reprodução de vídeos e música, e-mails, games e GPS, por exemplo, exigem que o usuário recarregue a bateria antes de completar um dia de uso – e antes de oito horas, dependendo da usabilidade do aparelho.
Mas há como fazer com que uma carga, ao menos, garanta que você chegará ao final do dia com o celular ainda em funcionamento. Cada smartphone presente no mercado apresenta um modelo de bateria com tamanho e duração diferentes. Entretanto, o tempo que o aparelho ficará funcionando depende exclusivamente do perfil de utilização do consumidor e dos aplicativos utilizados de voz e dados.
É importante que o usuário saiba, também, que um smartphone não apresentará uma duração de bateria de um celular padrão, feito apenas para realizar conversas de voz e enviar mensagens SMS, que chega a durar cinco ou seis dias. Caso um smartphone apresentasse este tempo de duração de bateria, este componente seria muito grande para a tecnologia que existe atualmente.
Para que o usuário possa utilizar o máximo o seu smartphone, o G1 conversou com Fernanda Camargo, gerente de produto da Nokia Brasil, e com Renato Arradi, gerente de produto da Motorola, para trazer algumas dicas para ampliar a duração da bateria dos aparelhos.
Com as baterias feitas de íons de lítio, presente nos smartphones atuais, o usuário não precisa mais se preocupar em esperar toda a energia acaba para efetuar uma recarga completa. Não existe mais o “efeito memória”. As recargas completas eram necessárias em celulares mais antigos, que usavam baterias feitas de níquel. Caso o usuário não realizasse a carga completa, elas “viciavam” e tinham seu tempo de uso reduzido – com o tempo, sua capacidade de armazenamento ficava tão baixa que era necessário comprar uma bateria nova.
consumo de bateria.
Desse modo, o usuário pode colocar o seu aparelho para uma recarga rápida, de apenas alguns minutos, sem qualquer problema. A vida útil das baterias é medida na quantidade de cargas feitas pelo usuário. Elas são produzidas para durar mais do o tempo médio que a pessoa ficará com o aparelho, até comprar outro.
Entretanto, há um limite que, quando o usuário chegar nele, a bateria começará a ter um tempo de duração menor. Isso não significa que ela está “viciada”, apenas que seu tempo de uso está chegando ao final. A partir desse ponto, recomenda-se que a bateria seja trocada.
Os telefones hoje podem ser carregados por meio de cabos USB, os mesmos que permitem a troca de informações entre os aparelhos e os computadores. Além disso, caso o usuário utilize o telefone como um navegador GPS, é importante ter o smartphone conectado em um carregador veicular.
Alguns comportamentos aumentam a vida útil de baterias de celulares. Um deles é o uso de carregadores originais. Eles evitam a sobrecarga e param de recarregar quando a bateria atinge 100% da capacidade. Recomenda-se não usar baterias ou carregadores genéricos.
Ao adquirir um smartphone, o usuário precisa saber o quanto a fabricante garante que a bateria irá durar. Em média, os aparelhos suportam cerca de seis horas de conversação. O mesmo ocorre ao utilizar muito a internet por meio de redes 3G, que, por conta da tecnologia utilizada, consome mais do que a rede 2G ou Edge.
Uma dica para quem utiliza muito as redes 3G é, após o uso, desligar todo o consumo de dados do aparelho ou fazer com que ele use apenas a rede mais simples, como Edge. Nesse caso, contudo, a navegação ficará mais lenta.
As conexões Bluetooth e Wi-Fi, quando ligadas, aumentam o consumo de energia dos aparelhos. O motivo é porque quando estes recursos estão ativados, eles sempre procuram por acessórios e redes para se conectar. O usuário percebe isso quando está andando de carro e o smartphone identifica diversas redes sem fio na rua, ou quando o Bluetooth está ativado e, em um shopping, ele identifica muitos aparelhos próximos.
Caso o usuário não tenha a necessidade de utilizar uma rede Wi-Fi ou não usará um microfone Bluetooth, por exemplo, recomenda-se desligar estas conexões para conseguir obter um maior tempo de duração do aparelho.
As telas dos aparelhos também têm influência direta no tempo de duração das baterias. Atualmente, elas chega a ter até 4 polegadas de tamanho, são sensíveis ao toque e possuem uma iluminação que permite visualizar ícones e vídeos em qualquer ambiente. Elas, no entanto, são as maiores vilãs em termos de consumo de bateria.
Para conseguir mais economia de energia, dois pontos precisam ser observados: o tempo em que ela fica ligada e o nível de iluminação. Nos smartphones atuais existem estes dois ajustes. A recomendação é selecionar um desligamento automático da tela. É possível escolher que isso ocorra após alguns segundos ou minutos de inatividade do aparelho – o ideal é deixar apenas o mínimo possível ou o tempo necessário para ler um e-mail e a tela não apagar.
Outro item que influencia no consumo é a luminosidade da tela. Aparelhos que apresentam um sensor que aumenta ou diminui a luz da tela de acordo com o ambiente. Isso garantirá uma economia no consumo da bateria sem a necessidade de um ajuste manual do usuário.
Um telefone sem o sensor com a intensidade de luz no máximo, a bateria terá um consumo de energia elevado. A recomendação neste caso é que o usuário regule esta opção para que a luminosidade fique em 30% e 50% do total.

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