sexta-feira, 9 de julho de 2010

Google renova a licença de suas operações na China.

Site de buscas estava parcialmente bloqueado no país.
Agora, empresa pode operar comercialmente no gigante asiático.

O Google afirmou nesta sexta-feira (9) que renovou sua licença comercial com a China para operar no gigante asiático, informoou a porta-voz em Pequim, Marsha Wang.
"Estamos muito satisfeitos por ter obtido a renovação anual da ICP (Internet Content Provider, provedor de conteúdo da internet). Estamos muito contentes de poder continuar oferecendo produtos e serviços a nossos usuários", acrescentou.
Google havia anunciado na semana passada que seu site de busca estava parcialmente bloqueado na China, depois da expiração de sua licença de operação.
No começo do ano, o Google anunciou que deixaria a China após denunciar ciberataques aos e-mails de dissidentes políticos, empresários e jornalistas hospedados em seu servidor e, em continuação, desviou seu serviço de busca para Hong Kong para evitar a censura chinesa, que bloqueia buscas relacionadas a assuntos delicados para o regime.
Entre estes temas estão violações aos direitos humanos, a perseguição a dissidentes políticos e a repressão de minorias étnicas como a tibetana ou a uigur.
Em seu comunicado, a Google assinalou que "desde o lançamento do 'Google.cn', nosso sistema de busca para os usuários chineses, fizemos todo o possível para aumentar o acesso à informação e cumprir com as leis chinesas".
Esta tentativa "nem sempre foi um equilíbrio fácil de ser conquistado, especialmente desde que em janeiro anunciamos que não íamos censurar mais os resultados do 'Google.cn'".
Com relação ao desvio de buscas para Hong Kong, a multinacional reconhece que "está claro que, depois das conversas com funcionários do Governo chinês, estes consideram esse desvio inaceitável e que se continuássemos desviando nossos usuários, nossa licença não seria renovada".
Sem essa licença, que expirava em 30 de junho, "não podemos operar sites comerciais como o do 'Google.cn'".
Apesar de que sua fração de mercado no gigante asiático - o maior mercado de internet do mundo com mais de 400 milhões de usuários - ser inferior ao das empresas locais, a Google assegura que não quer perder sua vocação de fazer a informação mais acessível a todo o mundo, inclusive na China.

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